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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Aécio eleva tom contra Lula e afasta eleição polarizada

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), elevou nesta segunda-feira (9) as críticas ao governo federal e rechaçou a possibilidade de uma eleição presidencial plebiscitária.Aécio, que disputa com o governador de São Paulo, José Serra, a indicação do partido para disputar a sucessão presidencial, afirmou que o atual governo representa um retrocesso administrativo, criticou o que chamou de cooptação dos movimentos sociais como as centrais sindicais e apontou improvisação em programas públicos.A Presidência da República disse que não vai comentar as declarações de Aécio.Não podemos inflar expectativas com programas feitos de improviso, declarou o tucano, em discurso à plateia de empresários do grupo Lide, em São Paulo. O alargamento dos gastos do governo federal será o maior problema para o próximo governo.Em relação a transformar a eleição em um plebiscito, que confrontaria em 2010 as gestões do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e de Lula (desde 2003), Aécio considerou a tentativa como uma armadilha.A principal armadilha é de que a próxima eleição é plebiscitária. Não é. O futuro que vai se apresentar é o futuro por causa de Lula.Em seu discurso, Aécio elogiou seu concorrente Serra ao menos três vezes, porém, quando questionado se poderia disputar ser candidato a vice presidente na chapa do colega, foi enfático ao afirmar que essa possibilidade não existe.por fim, Aécio manteve sua posição de que o PSDB deve definir o nome do candidato à Presidência em dezembro, enquanto Serra pretende que a escolha só aconteça em março do próximo ano.O governador mineiro adiantou nesta tarde que terá uma conversa "mais profunda com Serra provavelmente na semana que vem.

domingo, 8 de novembro de 2009

Suspensão de Protógenes ainda depende de análise do Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça informou neste sábado (7) que o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz ainda não foi oficialmente afastado de suas funções. O pedido de afastamento foi feito pela Corregedoria da Polícia Federal, que encaminhou o caso para a consultoria jurídica do ministério.Segundo a assessoria do ministro da Justiça, Tarso Genro, a consultoria vai produzir um parecer sobre o caso. Depois, o documento será enviado ao ministro, que tem a palavra final sobre o assunto. Em geral, o ministério acata a análise feita pela consultoria jurídica.Segundo a assessoria do Ministério da Justiça, o pedido de suspensão se deve à conclusão de um dos processos administrativos a que o delegado responde. O ministério não soube informar o teor do processo que gerou o pedido de suspensão.Nesta sexta-feira à noite, o delegado chegou a afirmar que havia sido demitido da Polícia Federal por ter participado de um suposto comício eleitoral em Poços de Caldas (MG). Na mesma noite, o Ministério da Justiça negou que ele tivesse sido demitido.Quando ainda havia a informação de que ele já havia suspenso, Protógenes disse que iria recorrer da decisão “Ainda que seja suspensão, eu não sou bandido”, afirmou. “Ainda existem juízes dignos e honestos neste país.